O céu escureceu e as estrelas caíram do céu, atingindo casas, creches e hospitais.
Os lobos uivaram quando viram o rastro de fogo e enquanto seus pelos se eriçavam as criaturas das trevas se escondiam nas sombras, afastando-se do fogo mortal.
O barulho dos pássaros de metal era ensurdecedor e se sobrepunha às sirenes que alertavam a chegada dos espíritos da morte.
Pelos rádios os alertas gritavam para que todos procurassem abrigo.
No orfanato as sirenes que não tocavam há décadas soaram e os monitores encaminharam os órfãos para o abrigo, sob a construção. As freiras seguravam crucifixos enquanto entoavam a ladainha.
Quando a energia caiu as crianças menores começavam a chorar, bem como algumas das meninas mais velhas, enquanto Irmã Bárbara corria ao telefone, que estava mudo. Esta imediatamente saiu em disparada pela escada, mesmo sob aviso de não fazê-lo. Enquanto ouvia explosões ao longe corria pelos corredores e entrava em seu escritório. Abriu a gaveta e puxou a pedra em formato de um lábio gigante:
- Senhor Duque, senhor duque! Em nome de Deus, o que está acontecendo?
Do outro lado o Duque não respondeu.
Irmã Bárbara guardou a pedra e rezou aos deuses.

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